Publicado por: RF | Fevereiro 22, 2013

Zero Dark Thirty

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“0h30 A Hora Negra” retrata o percurso de uma operacional da CIA, desde 2002 até à captura de Bin Laden em 2011. O Filme aborda não só a captura do número um da Alqaeda, como todo o processo que levou a essa captura. Maya (Jessica Chastain) é uma jovem operacional enviada para o Paquistão, onde está localizada uma célula secreta da CIA onde são feitos os primeiros interrogatórios aos prisioneiros detidos. Tudo começa aqui, onde, com recurso à tortura, conseguem um nome de alguém que será muito próximo de Bin Laden. Maya fica obcecada por esse nome/homem fantasma, e durante anos vai maturando essa ideia, juntando pistas mas sem nunca conseguir encontrar essa pessoa, ou mesmo provar a sua existência. Enquanto a acção decorre vamos vendo imagens que estabelecem a cronologia do filme, os atentados em Londres, e no hotel Marriott em Islamabad são alguns exemplos. Se com o filme Hurt Locker a realizadora Katherine Bigelow explorava a mente de um soldado viciado na guerra, aqui entramos na mente de uma operacional da CIA, na sua obsessão, na forma exclusiva em como se dedica ao trabalho, mas também no vazio que vem depois, quando tudo acaba.

“0h30 A Hora Negra” é um retrato realista e cru das operações mas também da burocracia que levou à captura de Bin Laden. As torturas, as mortes de inocentes sem pensar duas vezes. Os soldados que atiram a matar, está tudo no filme. Não há floreados, nem panos quentes. Não há heróis. Tal como com Hurt Locker, Kathernine leva-nos outra vez para o cenário de guerra sem sentimentalismos. Talvez por isso, e por ser um pouco extenso, não seja fácil de digerir o filme, e se possa tornar um pouco aborrecido para o espectador menos paciente. Mas essa extensão não é mais do que o reflexo do tempo que demorou a captura, e do tempo que, depois de Maya descobrir o possível refúgio de Bin Laden, demorou a que o governo americano desse luz verde para a operação.

Longe de ser entretenimento, o filme aproxima-se mais de um género documental. Se com Hurt Locker Katherine reinventou o género de filme de guerra, com este novo filme dá-lhe seguimento, e mostra que não é por acaso, e que este é um tema que ela conhece bem, e que filma como poucos, actualmente.

Classificação – 4

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