Publicado por: RF | Maio 16, 2011

Unknown / Sem Identidade

Confesso que as minhas expectativas eram altas em relação a este filme. O elenco era bom, o trailer tinha bom aspecto e trazia à memória o filme Taken / Busca implacável (2008). Trata-se de um thriller passado em Berlim, Martin Harris (Liam Neeson), um professor universitário americano, recém-chegado a Berlim, tem um acidente de carro. Passa quatro dias em coma, e quando acorda e regressa ao hotel onde estava hospedado, para se reencontrar com a mulher, depara-se com alguém que ocupou o seu lugar e diz ser o verdadeiro Martin Harris. E a própria mulher não o conhece. A partir daqui a personagem principal inicia uma busca pela verdade, quer esclarecer o que se está a passar e recuperar a identidade. As dúvidas de Martin passam para o espectador: (será que está louco? Será que lhe roubaram mesmo a identidade?). Enquanto procuramos perceber quem é quem, Harris é perseguido, e é com a ajuda de Gina (Diane Kruger) uma emigrante ilegal que conduzia o Taxi em que teve o acidente; e Jürgen (Bruno Ganz) um ex-espião alemão, que vai sobrevivendo, e desvendando a verdade. Embora de inicio o filme seja um pouco lento, ele vai ganhando fôlego, até entrar num ritmo frenético, que beneficia da competência com que são filmadas as cenas de acção e preseguições.  No entanto, é quando se dá o twist e percebemos a origem de toda a confusão, que a desilusão se abate sobre mim, e um sentimento de náusea quase me levou a abandonar a sala de cinema. A explicação é relativamente plausível e bastante original. Tudo o que acontece para trás é explicado, e bem. Mas o rumo que o filme toma a partir daí,  e as atitudes da personagem principal face ao conhecimento da verdade são incompreensíveis, e de um moralismo forçado que acaba por arruinar tudo o que tinha sido construído até aí, e transformar Unknown num filme fraco.

Classificação – 1

Publicado por: RF | Maio 10, 2011

Source Code

Apesar do apelido, Duncan Jones será sempre filho de David Bowie. Mas não há-de ser isso que lhe vai dar ou tirar mérito no mundo do cinema. Estreou-se com um fantástico Moon, um filme de ficção científica, sobre o qual paira a sombra de Kubrick. Agora apresenta-nos Source Code – Código Base. Talvez sob influência paterna, Duncan apresenta mais um filme de ficção científica, um género que parece ser a sua aposta como autor. Desta vez o filme não é passado no espaço, mas antes num comboio (ou numa cápsula?). É aqui que a acção decorre, e se repete ao jeito de Run Lola Run, e onde Colter Stevens (Jake Gyllenhall) tenta “salvar o mundo” enquanto procura perceber o que lhe está a acontecer. O filme torna-se viciante, e as repetições incessantes não nos aborrecem, pelo contrário, prendem-nos enquanto nos perguntamos o que vai acontecer desta vez. Não posso dizer muito mais, com risco de descortinar demasiado. Duncan volta a abordar o niilismo (ou não) das existências artificiais, e leva-nos, tal como em Moon, para o meio desta confusão, onde somos confrontados com as dúvidas da personagem principal, e ao mesmo tempo debatemos internamente os vários pontos de vista que a situação pode suscitar. Um filme muito interessante, e uma pérola para os amantes de ficção científica. Aguardamos com expectativa e curiosidade o que nos trará Duncan Jones da próxima vez.

Classificação – 4

Publicado por: RF | Abril 26, 2011

do 8 ao 80…

A corrida começou! Depois de há uns anos a Premiere ter cessado, ficou um vazio no que respeitava a publicações dedicadas ao cinema. Um ano passou até que alguém pegou de novo na Premiere e a devolveu às bancas. Este renascimento foi marcado por alguns atrasos nas publicações (muitas vezes saía mais próxima de meados do mês do que do seu início), e por algumas críticas dos seus fiéis leitores. No início deste mês a Premiere lança um número que traz algumas novidades, e mudanças que visam melhorar a qualidade da revista, tendo a sua estrutura sofrido algumas alterações. Também no dia 1 de Abril, e não é mentira, saiu a primeira edição da Total Film, uma edição portuguesa duma revista inglesa totalmente dedicada à 7ª arte. Hoje mesmo, adquiri o primeiro número da Empire portuguesa, uma das mais famosas de revistas de cinema do mundo, a também inglesa Empire,  vê uma edição portuguesa, a começar em Maio. E, de repente, temos 3 publicações de cinema nas bancas. Haverá espaço para tantas, e em tempos de crise? Dificilmente. A guerra começou. A Premiere vende-se a 3€, a Total Filme começou a 2.95€, e a mais recente Empire cifra-se nos 3.50€, mais cara mas também mais grossa, com 162 páginas. Veremos o que vai escolher o público, mas numa primeira análise, será a Premiere a vacilar, visto que as outras duas tem edições internacionais por trás, que podem suportar alguns custos de investimento inicial. O resultado desta luta é imprevisível, mas uma coisa é certa, não há espaço, em Portugal, para três revistas de cinema.

Que o combate comece… e que os mais atentos adivinhem qual o famoso combate, também a três, da imagem.

Publicado por: RF | Fevereiro 28, 2011

Fantasporto

No passado fim-de-semana tirei o sábado para ir ao Fantasporto onde tive oportunidade de ver três filmes, mas fiquei com a sensação de que fui num dos dias mais fracos da edição deste ano. De referir ainda, uma falha grave da organização, ao vender mais bilhetes do que os lugares existentes, o que levou a que eu, tal como algumas dezenas de espectadores, visse a sessão das 21h, o último filme aqui referido, sentado nas escadas do cinema.

Exorcismus – La Posesión de Emma Evans (Manuel Carballo)

Filme espanhol mas filmado em inglês e com actores ingleses, aborda a já gasta temática do exorcismo. Uma adolescente revoltada com o proteccionismo dos pais evoca o diabo. Começam as possessões, que vão acabando com a sua família. Uma câmara tremida, alguns flashbacks que vão reconstruindo a história até nos levarem à origem da possessão, e outros quantos truques normais para tentar assustar o espectador. Um filme bastante fraco. 1/5

 

 

Timer (Jac Schaeffer)

Em Timer acompanhamos o despoletar dum novo “gadjet” que vai mudar toda a sociedade. Uma pequena pulseira, implantada no pulso que contem um contador decrescente até ao dia em que o seu usuário vai conhecer a sua alma gémea. Nesse dia, ao cruzar olhares com ela (a alma gémea), ambas as pulseiras vão apitar, e qual cupido, está feito o par. O pior é quando a pulseira não tem contagem, pois a alma gémea daquela pessoa não usa uma, ou quando o tempo que resta até esse encontro predestinado é demasiado longo. É uma comédia romântica bem-humorada e interessante, sem dúvida o melhor filme do dia. 2/5

 

 

 

Les Aventures Extraordinaires d’Adèle Blanc-Sec (Luc Besson)

O novo filme de Luc Besson adapta a banda desenhada de Jacques Tardi, e é uma comédia dotada daquele humor francês característico de filmes como Wasabi, ou mesmo Taxi, em que também participou. Estamos no início do século XX, e acompanhamos as aventuras de Adèle, uma jovem jornalista / escritora, que vai até ao Egipto onde rouba uma múmia de um médico que quer ressuscitar para que este salve a sua irmã gémea, que se encontra num estado catatónico há 5 anos, fruto de um infeliz acidente durante uma partida de ténis. É uma comédia quase “nonsense”, capaz de arrancar umas boas gargalhadas, mas no geral fica aquém das expectativas. 2/5

 

 

 

Publicado por: RF | Fevereiro 25, 2011

Óscars

Bem, gostem ou não, os Óscares também fazem parte da história do cinema, e como prémio maior da 7ª Arte, convêm pelo menos dizer qualquer coisa sobre isso. Ainda não vi os 10 nomeados a melhor filme, não é fácil acompanhar tanto filme, até porque muitos estreiam demasiado em cima da cerimónia.

Melhor filme: Ao que parece, a corrida à estatueta principal é feita a três, ou 2 + 1. A Rede Social e o Discurso do Rei são os favoritos. O +1 é o Cisne Negro que pode estragar essas contas. (Eu sinceramente espero que sim).

Melhor Actor / Actriz: Os oscars de melhor actor e melhor actriz já estão praticamente entregues, a Colin Firth (Discurso do Rei) e Natalie Portman (Cisne Negro) respectivamente.

Melhor realizador: A corrida repete-se com os mesmos três referidos para melhor filme. Neste caso os seus realizadores. David Fincher (Rede Social), Tom Hooper (Discurso do Rei) e Darrem Aronofsky (Cisne Negro).

Actriz / Actor Secundário: Nos homens, Christian Bale aparece bem posicionado, mas enfrenta a concorrência do veterano Geoffrey Rush. Do lado das mulheres, parece-me estar tudo em aberto, embora não arrisque um prognóstico, confesso que gostei muito da Hailee Steinfeld.

Argumentos: Argumento Original, parece-me que a Origem vai ganhar, e merecidamente, o Óscar. Quanto ao argumento adaptado, vai ser mais complicado. True Grit / Indomável dos irmãos Coen aparece bem posicionado, mas tudo é possível.

Animação: Toy Story 3 é o favorito, e deve vencer o Óscar, mas também aqui pode haver surpresa, e vencer o filme francês O Mágico.

Filme estrangeiro: Confesso que nesta categoria vi apenas  Dogtooth / Canino. Mas é Biutiful, de Iñarritu, que parte como favorito.

Melhor fotografia: Mais uma categoria que não deixa grandes dúvidas, dificilmente escapará a True Grit / Indomável.

Publicado por: RF | Fevereiro 24, 2011

Dogtooth / Canino

Dogtooth, de Georgios Lanthimos, aborda o dia-a-dia de uma família que vive isolada de toda a sociedade, apenas o pai sai para trabalhar. A mãe, um filho e duas filhas (nunca sabemos o nome destas personagens) vivem fechados numa vivenda, toda ela vedada. Aprendem apenas o que os pais desejam (ou não censuram), e o significado de algumas palavras é trocado pelo que os pais dizem que elas significam. A noção da realidade é distorcida, por exemplo, os gatos são animais temíveis, e uma ameaça capaz de matar o ser humano. Por outro lado, os filhos só poderão sair de casa quando lhes cair um dente canino e voltar a crescer outro. Christina (a única personagem com nome) é uma prostituta que visita a casa regularmente para satisfazer o filho sexualmente. Mas com o tempo também ela se revela uma ameaça para todo aquele esquema, e os pais optam por que seja uma das irmãs a satisfazer sexualmente o irmão.

O filme tem tanto de perturbador como de interessante, e pode ser tema de inúmeros debates / discussões, já que as interpretações que se fazem do filme podem ser várias, bem como do seu propósito ou “moral”. Fazendo a minha leitura, vejo um filme sobre liberdade e opressão. E sobre como aqueles jovens adultos, embora educados daquela forma, sem nunca conhecerem mais nada, anseiam por ir além da vedação, por conhecer o exterior. Um desejo de liberdade que vem do interior do ser humano. Mas também já li críticos a remeter para o 11 de Setembro… vejam o filme e digam o que pensam. Vencedor do prémio “Un Certain Regard” em Cannes 2009, o filme figura agora entre os nomeados para o Óscar de melhor filme estrangeiro.

Classificação – 5/5

 

 

Classificação – 5/5

Publicado por: RF | Fevereiro 21, 2011

O Discurso do Rei

O Discurso do Rei é o típico filme que a Academia gosta. Histórico, filme de época. Uma história comovente. A relação entre a pessoa mais importante de Inglaterra e um simples emigrante Australiano das classes mais baixas. E claro, a família real inglesa. A academia tem um fetiche por histórias da monarquia. Talvez por isso apareça com 12 nomeações, e como um dos grandes favoritos para levar a estatueta de melhor filme. O discurso do Rei é um bom filme. Realizado de forma sóbria, explora a relação de Jorge VI (Colin Firth) com a sua gaguez e com o seu terapeuta de fala (Geoffrey Rush), uma amizade improvável entre dois homens bem diferentes. É uma história interessante (verídica) explorada de forma simples, e sustentada nas capacidades dos dois actores, principalmente em Colin Firth, que é brilhante, e a quem o Óscar dificilmente lhe escapará. Um bom filme, mas que não passa disso mesmo, e que fica aquém das expectativas que todo o aparato de prémios e marketing criou.

Classificação – 3/5

Publicado por: RF | Fevereiro 10, 2011

Black Swan

 

Simplesmente arrebatador, é o que posso dizer de Black Swan / Cisne Negro. O novo filme de Aronofsky, de quem falámos no post anterior, não desilude. Nina (Natalie Portman) é uma bailarina, obcecada pela perfeição. Dedicada a 100% ao Ballet, a vida dela não vai além disso. Não tem amigos, não tem namorados. Apenas uma mãe controladora, que fruto de uma carreira também de bailarina, mas falhada, projecta a sua obsessão na filha. Thomas (Vincent Cassel), o coreógrafo, escolhe Nina para ser a estrela da próxima peça. O Lago dos Cisnes. Nina tem de representar o cisne branco e o cisne negro. E se no branco, angelical, frágil, Nina está como peixe na água, é com o cisne negro que vai ter dificuldades. Thomas exige mais dela, o cisne negro precisa de mais obscuridade, mais sensualidade, do seu lado negro. Um lado que Nina tem dificuldade em exteriorizar. Entretanto chega à companhia uma nova bailarina, Lily (Mila Kunis), que representa o oposto de Nina, transborda sensualidade, confiança, bebe, fuma, transgride todas as regras que Nina se esforça por cumprir. É nela que Nina vai projectar o seu lado mais negro, o seu cisne negro. É nesta viagem ao lado negro de Nina, à sua “transformação”, na sua procura pela perfeição na encarnação daquele papel que a leva à loucura, que reside a força no filme. Para isso contribui em muito a fantástica prestação de Natalie Portman, simplesmente irrepreensível. Mas não só, o restante elenco também acompanha e, visualmente, Aronofsky vai criando um universo mais escuro, e aumentando a tensão permanente, criando um certo desconforto no espectador, embrulhando-nos num thriller de terror psicológico, onde as cenas de bailado, filmadas com uma câmara que também dança e acompanhadas por uma banda sonora magistral (mais uma vez Clint Mansell) transbordam de um dramatismo crescente até ao final, como se todo o filme fosse também ele um bailado trágico.

Classificação 5/5

Publicado por: RF | Janeiro 28, 2011

Darren Aronofsky

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Estávamos no ano de 2000, há 11 anos, portanto, quando estreou Requiem for a Dream – A Vida não é um sonho. O filme, de Darren Aronofsky, passou praticamente despercebido em Portugal, e, para ser sincero, nem sei se chegou a estrear-se por cá. Vi-o um par de anos mais tarde. Foi o primeiro ou segundo DVD que comprei (discute esse título com o Voando Sobre um Ninho de Cucos, foram estes os dois primeiros). Se fizer um restrito top 5, dos meus filmes preferidos, ele está lá no topo. Foi também por essa altura que me dediquei mais ao cinema, na condição de cinéfilo. Talvez por isto, Aronofsky seja um dos meus realizadores preferidos, e que acompanho desde então. Jovem realizador, estreou-se nas longas-metragens com o experimental Pi, mas foi com Requiem for a Dream que viu mais sucesso. Um filme sobre toxicodependência, a história de 4 pessoas que são afectadas pela droga de maneiras diferentes, dividido por quatro partes correspondentes às estações do ano, e com actores que roçam a genialidade nas suas prestações (Jared Leto, Jennifer Connelley, Elleb Burstyn e Marlon Wayans). Junta-se a isto uma bela banda sonora, composta por Clint Mansell especificamente para o filme, e executada pelos Kronos Quartet, e que hoje em dia foi banalizada em tudo quanto é trailer, ou anúncio de TV. Foi também aqui que Aronofsky viu o primeiro filme seu com uma nomeação para os Óscares. Ellen Burstyn foi nomeada para melhor actriz secundária. Talvez seja esta uma das principais características deste realizador, o trabalho com os actores, a maneira como os filma, e lhes dá um enorme destaque no filme. Talvez por isso, e por abordar sempre temas dramáticos, e fortes, seja comum que os “seus” actores sejam premiados, e frequentemente nomeados para prémios de prestígio.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tivemos que esperar 6 anos para ver novo filme, e mais uma vez surpreendeu com um belo “The Fountain” com Rachel Weisz e Hugh Jackman. Dois anos depois, em 2008, veio a consagração. Aronofsky apresenta aquele que é um dos filmes do ano, The Wrestler, a história de um lutador decadente, interpretado por um ressuscitado Mickey Rourke, que levou o globo de ouro, mas perdeu o Oscar, infelizmente, para Sean Penn (Milk). E novamente dois anos depois (e esperemos que esta produtividade de Aronofsky se mantenha) outro filme. Black Swan. Filme que estreia para a próxima semana, e pelo qual aguardo com grande expectativa. Lá de fora as indicações não podiam ser melhores, e porque à terceira é de vez, parece que Natalie Portman é a grande favorita ao Óscar, a mostrar que não é por acaso, e que Aronofsky consegue tirar o melhor dos actores com que trabalha.

Publicado por: RF | Janeiro 25, 2011

Rabbit Hole

 

“John Cameron Mitchell’s piece is the most simple film of the year, yet one of the best.” Foi assim que Filipe Coutinho iniciou a sua crítica a Rabbit Hole, no seu blog. Por vezes são as ideias mais simples que se tornam mais eficazes. Quando bem executadas, claro, e Rabbit Hole é um exemplo disso, é um filme simples, mas inteligente.

O filme mergulha no seio de um casal, Becca (Nicole Kidman) e Howie (Aaron Eckhart), e na forma como tentam ultrapassar a morte de um filho (único) de quatro anos. Não, não é mais um “dramalhão lamechas” não vemos o filho morrer, não há lágrimas por todo lado, nada disso. Já passaram oito meses desde a morte de Danny, o que faz com que toda a abordagem ao tema tenha que ser diferente e, consequentemente, original. Enquanto casal, Becca e Howie frequentam a terapia de grupo, enquanto tentam retomar a vida normal. Mas a terapia parece não resultar, e a forma como eles encaram a perda e lidam com ela difere bastante entre os dois. É aqui que o filme ganha força, como cada um, à sua maneira, tenta ultrapassar a dor de perder um filho, o que aumenta a tensão entre o casal. Mas também devido a  todo um conjunto de situações quotidianas, mesmo banais, mas que podem ser bastante constrangedoras para quem perdeu um filho há menos de um ano. É por isso um filme bem simples, interessante e inteligente na forma como transmite e gere as emoções, sem apelar à lágrima fácil. O papel dos actores principais foi preponderante para tudo isto funcionar, e se Aaron Eckhart já não surpreende, é de louvar o regresso de Nicole Kidman à sua melhor forma.

 

Classificação – 4/5

« Newer Posts - Older Posts »

Categorias